O mercado de trabalho brasileiro alcançou 62,9 milhões de vínculos de emprego formal em junho de 2026, segundo dados da RAIS Mensal divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Desde janeiro de 2023, foram registrados 10,1 milhões de novos vínculos, crescimento de 19,1%. Somente no primeiro semestre deste ano, foram acrescentados 2,2 milhões de postos formais, alta de 3,6%.
O Rio de Janeiro foi o terceiro estado que mais ampliou o número de vínculos formais no período, com a criação de aproximadamente 683 mil postos, atrás apenas de São Paulo, com 1,64 milhão, e Minas Gerais, com 1,29 milhão. O estado também aparece entre os destaques nacionais na expansão do mercado formal de trabalho.
O setor de Serviços liderou a geração de empregos no país, com 8,45 milhões de novos vínculos desde 2023, crescimento de 28,3%. A Indústria registrou aumento de 832 mil postos, enquanto a Construção criou 357 mil e o Comércio, cerca de 340 mil vínculos.
Os dados também apontam crescimento da participação feminina no mercado formal. O número de vínculos ocupados por mulheres aumentou 25% desde 2023, passando de 23,34 milhões para 29,18 milhões. Entre os homens, o avanço foi de 14,5%, chegando a 33,71 milhões de vínculos em junho.
Entre os trabalhadores mais velhos, o crescimento foi ainda mais expressivo. O número de vínculos ocupados por pessoas com 65 anos ou mais aumentou 73,6%, enquanto a faixa de 50 a 64 anos registrou alta de 34,7%. No recorte educacional, trabalhadores com formação superior completa ou em outras modalidades de ensino superior passaram de 11,8 milhões para 15,2 milhões de vínculos no período.
Os dados de junho mostram que o estoque de vínculos de mulheres cresceu em 5,36 milhões (25%), passando de 23,34 milhões para 29,18 milhões. Entre os homens, o crescimento foi menor, 4,26 milhões de vínculos (14,5%), chegando a 33,71 milhões de vínculos no mês. Considerando os dados desde 2023, a participação das mulheres no estoque formal passou de 44,5% para 46,4% no período.
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