Lula anuncia plano contra efeitos do El Niño e diz que país estará ‘preparado

0
2
Reunião teve participação de 24 ministérios | Foto: Reprodução

Estocagem de alimentos, monitoramento climático, fiscalização ambiental e combate a incêndios são algumas das medidas a serem tomadas pelo governo federal para reduzir os impactos do El Niño no país. As providências a serem tomadas em relação ao fenômeno climático que provocará alterações no clima de todo o país foram anunciadas pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, nesta quarta-feira, 29, após reunião convocada pelo presidente Lula (PT). O total de investimentos no plna pré-El Niño deve superar R$ 1,3 bilhão.

De acordo com Lula, o governo federal nunca esteve tão ‘preparado’ para enfrentar um evento climático extremo. Lula também defendeu o envolvimento de governadores e prefeitos na execução das medidas, dizendo que a União não consegue responder sozinha aos desastres climáticos.

— O El Niño vai acontecer em breve. Nós estamos preparados. Se ele não acontecer, valeu a intenção de se preparar para enfrentar alguma coisa grave. O que é duro é quando acontece alguma coisa que ninguém está preparado — disse o presidente.

Além da compra de 180 mil toneladas de milho e 310 mil toneladas de arroz para compor os estoques públicos, serão adquiridas 350 mil cestas de alimentos para povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais e agricultores familiares.

O El Niño deve provocar seca no Norte e Nordeste do país, atraso das chuvas no Centro-Oeste e no Sudeste, e enchentes na região Sul do Brasil. Diante dessa situação, diferentes medidas devem ser tomadas para cada região.

Já no Sudeste, as ações incluem acompanhamento das variações climáticas, monitoramento dos sistemas Cantareira e Paraíba do Sul e gestão do abastecimento de água nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Para as regiões de seca, haverá ampliação no número de brigadistas federais, além da aquisição de equipamentos para prevenção e combate a incêndios florestais. Também há ações em andamento visando a segurança hídrica, sobretudo no Nordeste do país.

Outros investimentos em segurança hídrica, que não passam pelo Rio São Francisco, serão em adutoras, canais, cisternas, novos reservatórios e barragens em recuperação. Esses investimentos ocorrem no Maranhão, Piauí, Bahia, Sergipe, Alagoas, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Com a redução dos níveis dos rios, em virtude da seca, existe menos vazão para uso de hidrelétricas e isso aumenta o custo de energia. Geralmente, nesse cenário, as termelétricas, uma fonte de energia mais cara, são ligadas. 

Segundo o governo, estão sendo investidos R$ 118 bilhões em geração de energia, com diversificação da matriz energética. Esse investimento tem sido feito em geração de energia eólica e solar, além da expansão das linhas de transmissão de onde não há problema hídrico para onde existe queda na geração.

TRIBUNA LIVRE: JORNALISMO SÉRIO. O TEMPO TODO
Ainda não segue o canal do Tribuna Livre? Acompanhe aqui no WhatsApp.