O principal eco da eleição geral deste ano em Angra dos Reis é abrir as negociações e ensaios relacionados à disputa de 2028. O recado dado pelo eleitor nas urnas aponta para uma ‘troca de turno’, com novos personagens pedindo passagem em busca de protagonismo no cenário eleitoral municipal.
Entre os vencedores do ano estão Renato Araújo (PL) e Jorginho Brum (PRD). O primeiro por ter mantido capital eleitoral relevante, indicando desde já o interesse em disputar a prefeitura de Angra na eleição que vem. Já Brum teve uma vitória particular na disputa local contra Fernando Jordão (MDB) e sua esposa Célia ((PSD). Bateu ambos e saiu do processo eleitoral em condições de pleitear mais espaço no governo de Cláudio Ferreti (MDB). Há quem considere que uma eventual perda do capital político acumulado por Brum possa ‘antecipar’ o resultado da futura eleição, ainda distante.
O prefeito Ferreti aliás, vai precisar reorganizar o time, que atuou desorganizado na eleição. O resultado de Eduardo Paes (PSD) em Angra, um dos piores no interior do Estado, é uma espécie de luz amarela. É um indício de que não há consenso ainda em torno da defesa do próprio governo. Ferreti, é bom lembrar, foi eleito por diferença de 1% num cenário em que havia polarização entre eleitores de Jair Bolsonaro e Lula. Em 2028, ao que tudo indica, a conjuntura poderá ser bem diferente, com o despertar de um eleitorado pró-Lula.
No segundo turno, diante da nova disputa entre um Bolsonaro e Lula, Ferreti emudeceu. Enquanto o casal Jordão correu para se pacificar com Flávio e lançou pontes em direção ao candidato, o atual prefeito de Angra decidiu não tomar partido. Obviamente, tomando. A timidez em se posicionar também é observada por eleitores, tanto os da direita quanto os da esquerda. Em cima do muro, Ferreti perde de ambos os lados.
Líder inconteste
Com 3.075 votos em Angra e crescimento nominal relevante, Lindbergh Farias (PT) foi o candidiato petista ao Congresso mais bem votado da cidade e o terceiro mais votado no geral, à frente até de candidatos locais. Num novo governo de Lula, Lindbergh caminha para ser um dos grandes líderes do PT no Rio.
A barca
Tem muita gente no governo Ferreti aguardando um ‘ajuste de contas’ após o resultado do primeiro turno. De um lado, os aliados de sempre pedindo a cabeça de quem votou em adversários ou fez corpo mole. Do outro, gente nova fazendo contas e pedindo mais espaço na gestão. A conferir..
De saída
Por falar em barca, quem está fazendo as malas em direção ao PL é o vereador Marquinho Coelho, hoje no Solidariedade. A mudança teria como padrinho, o deputado federal eleito Diogo Balieiro (PL), que recebeu apoio de Coelho na disputa em Angra. A conferir.
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