Diante da previsão de eventos climáticos extremos associados ao Super El Niño no segundo semestre de 2026, a Prefeitura de Angra dos Reis apresentou, nesta quarta-feira (19), um conjunto de ações para prevenir e reduzir impactos de deslizamentos, alagamentos, estiagens, chuvas intensas e temperaturas elevadas. As medidas incluem investimentos em monitoramento meteorológico, sistemas de alerta, contenção de encostas, drenagem, abastecimento de água e desassoreamento de rios.
O prefeito Cláudio Ferretti destacou que o trabalho de prevenção é permanente. “Angra está preparada e vem se preparando permanentemente para enfrentar situações como essa. Nosso trabalho não começa quando a chuva chega. Estamos investindo em prevenção, infraestrutura, monitoramento e em ações que aumentam a segurança da população”, afirmou.
Entre as novidades está a aquisição de um novo radar meteorológico, com investimento de R$ 6 milhões. Segundo o secretário de Proteção e Defesa Civil, Fábio Júnior, o equipamento vai ampliar a capacidade de previsão e monitoramento e poderá contribuir para a segurança de outros municípios da região.
Na área de infraestrutura, a Prefeitura apresentou um conjunto de obras de contenção que soma R$ 300 milhões, além da previsão de cinco novas contenções pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, com investimentos superiores a R$ 70 milhões. As intervenções têm como objetivo reduzir riscos de deslizamentos, proteger vidas e aumentar a segurança das vias públicas.
O abastecimento de água também é uma das frentes de preparação para períodos de estiagem. O Programa Mais Água já soma R$ 480 milhões em investimentos e deverá beneficiar cerca de 120 mil moradores de 22 bairros. O projeto prevê 40 obras, além de reservatórios, adutoras, estações de tratamento e sistemas de drenagem.
Em drenagem e pavimentação, 35 ruas já tiveram obras concluídas, 128 estão em andamento e outras 59 estão previstas para começar, totalizando investimentos superiores a R$ 89 milhões.
A Prefeitura também mantém ações de desassoreamento para ampliar a capacidade de escoamento dos rios e reduzir riscos de alagamentos. Em 2025, foram retirados 39.789,37 metros cúbicos de sedimentos dos rios Belém, Pontal, Japuíba e Jacuecanga. Entre janeiro e junho de 2026, outros 15 mil metros cúbicos foram retirados, incluindo intervenções no Rio Perequê.






