Fim da escala 6×1 pode beneficiar mais de 1 milhão de trabalhadores no Rio

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Mulheres continuam recebendo menos que os homens em todo o Brasil | Foto: Agência Brasil

A mudança na escala de trabalho 6×1 no Brasil pode beneficiar diretamente cerca de 1,0 milhão de trabalhadores no Estado do Rio, de acordo com o governo federal. O número corresponde ao total de pessoas no estado que hoje atuam nesse modelo de jornada e que, com a mudança, passariam a trabalhar em escala 5×2.

Os dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que o Rio possui hoje 2,08 milhões trabalhadores já inseridos na escala 5×2, o equivalente a 66,32% do total identificado. Isso significa que 33,68% estão atualmente submetidos à escala com apenas um dia de descanso semanal. O fim da jornada 6×1 é pauta prioritária para o Governo do Brasil.

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A proposta do governo Lula, com urgência constitucional, reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, assegura dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial. O objetivo é garantir mais tempo para a família, o lazer, a cultura e o descanso, com reflexos positivos também na produtividade.

— Não faz sentido que, em pleno século 21, com toda a evolução tecnológica, milhões de brasileiros e brasileiras tenham que trabalhar seis dias por semana para descansar apenas um dia. Para as mulheres, a situação é muito mais difícil. Elas chegam cansadas do trabalho e, na maioria das vezes, ainda precisam cuidar da casa e dos filhos — afirmou Lula, em pronunciamento no dia 1º de maio.

O levantamento do MTE identificou a jornada de trabalho de 44,7 milhões de pessoas no Brasil. Desse total, cerca de um terço ainda trabalha no regime 6×1, o equivalente a 14,9 milhões de trabalhadores que seriam beneficiados pela mudança para o modelo 5×2. Os dados nacionais também apontam que 38,6 milhões de trabalhadores informaram cumprir jornadas superiores a 40 horas semanais. Desse total, 37,2 milhões trabalham atualmente 44 horas semanais, enquanto outros 1,4 milhão atuam entre 40,1 e 43,9 horas por semana.

A redução da jornada semanal de 44 para 40 horas alcançaria trabalhadores de diferentes setores econômicos, especialmente nas áreas de comércio, serviços, indústria e logística. No Rio de Janeiro, 2,6 milhões de pessoas seriam alcançadas pela redução.

(*) Com informações da assessoria do MTE

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