Levantamento da FGV estima geração de 73,7 mil empregos e R$ 3,8 bilhões de impacto no PIB
A Copa do Mundo Feminina de 2027 poderá movimentar R$ 8,8 bilhões na economia brasileira ao longo do ciclo do evento, segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentado pela Embratur nesta terça-feira (15), durante o Womens International Football Summit (WIFS), no Rio de Janeiro.
O levantamento foi elaborado a pedido da Embratur e integra o projeto “Mapeamento do Potencial de Captação e Internacionalização de Eventos Esportivos no Turismo Brasileiro”. A competição será realizada pela primeira vez na América do Sul.
De acordo com a projeção, R$ 4,7 bilhões corresponderiam aos gastos de visitantes brasileiros e estrangeiros, enquanto outros R$ 4,1 bilhões seriam referentes a despesas da FIFA e de parceiros envolvidos na organização. O estudo estima ainda um impacto de R$ 3,8 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 4,5 bilhões em salários e rendimentos operacionais.
A estimativa aponta também para a geração ou sustentação de 73,7 mil postos de trabalho e uma arrecadação de aproximadamente R$ 928 milhões em tributos federais, estaduais e municipais.
Segundo dados apresentados no estudo, as mulheres representam 48,61% das chegadas de turistas internacionais ao Brasil. A permanência média é de 11 dias, com gasto estimado em US$ 1.317 por viagem. Entre os países sul-americanos, Chile, Paraguai, Bolívia e Argentina apresentam as maiores proporções de mulheres entre os visitantes que chegam ao país.
Para a Embratur, a realização do torneio pode ampliar a exposição internacional do Brasil e gerar impactos no turismo durante o período da competição. Os jogos serão transmitidos para mais de 200 países.
A Copa do Mundo Feminina de 2027 terá oito cidades-sede no Brasil. O programa de voluntariado para o evento já está com inscrições abertas.
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