O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), deixa o comando da cidade do Rio de Janeiro nesta sexta-feira, 20, para disputar o governo do estado nas eleições de outubro. A saída marca o início oficial de sua terceira tentativa de chegar ao Palácio Guanabara. Desta vez, no entanto, com boas chances de vitória.
A transmissão do cargo ao vice-prefeito Eduardo Cavalieri (PSD) ocorreu no Palácio da Cidade, em Botafogo. Aos 31 anos, Cavalieri se tornou o prefeito mais jovem da história da capital fluminense. Uma escolha pessoal do próprio Paes, em 2022, a fim de manter a prefeitura sob sua ‘supervisão’. No discurso de despedida, Paes destacou a lealdade do vice-prefeito e de seu grupo político.
Em publicação nas redes sociais, o agora ex-prefeito destacou também o simbolismo da decisão após sete anos à frente da prefeitura.
— É chegada a hora […] de me despedir do trabalho que fez de mim o homem mais feliz do mundo. Tenho a convicção de estar entregando a cidade em boas mãos — disse Paes.
Prefeito mais longevo da história do Rio, Paes estava em seu quarto mandato, tendo governado o município entre 2009 e 2016 e, mais recentemente, de 2021 até agora. A saída ocorre dentro do calendário eleitoral, que exige o afastamento de cargos do Executivo para disputa de outros cargos.
No cenário eleitoral, pesquisas recentes indicam ampla vantagem do ex-prefeito na corrida pelo governo estadual. Levantamento do instituto Real Time Big Data em fevereiro apontou Paes com 46% das intenções de voto em um dos cenários, à frente de adversários como Douglas Ruas (PL), Ítalo Marsili (Novo) e o ex-governador Wilson Witzel, que derrotou Paes em 2018.
A movimentação de Paes é o primeiro movimento efetivo na disputa pelo governo do estado, que deve ter um cenário aberto, com polarização entre o grupo que se organiza em torno de Eduardo Paes e o que rivaliza, aliados do governador Cláudio Castro (PL).
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