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Defesa Civil prevê alagamentos constantes em áreas perto do rio Bracuí

Depois de mais uma ocorrência de inundação no Bracuí, em Angra dos Reis, a Defesa Civil (DC) municipal monitora a situação no bairro e prevê mais transbordamentos e alagamentos em casos de chuva de intensidade média. O fenômeno ocorrerá porque após a ocorrência do dia 8 de dezembro último, em que dezenas de casas foram afetadas, o rio adquiriu um novo traçado. Para piorar, desde a última enchente, o leito está assoreado e a calha mais baixa, aumentando o risco de transbordamentos. A situação preocupa os moradores.

Desde o início da tarde da quarta-feira, 3, a secretaria de Proteção e Defesa Civil monitorou o rio Bracuí e registrou aumento de volume em acumulado de 50mm de chuvas em 24 horas. A própria DC informou que o volume está ‘dentro da normalidade’, mas os alagamentos não. Fruto, portanto, da nova condição do rio.

A Defesa Civil emitiu um aviso via SMS para os moradores sobre transbordamento e confirmou vazamentos em pontos específicos da estrada Beira-Rio, próximo à entrada da aldeia indígena Sapukai. Neste local, o rio está no nível da rua, com a água chegando a 40cm de altura. Algumas casas foram atingidas no alagamento desta quarta e equipes da DC foram ao local. Não houve registro de feridos, desalojados ou desabrigados, nem deslizamentos de terra.

Na opinião de ambientalistas como o membro do Instituto Socioambiental da Baía da Ilha Grande, Ivan Neves, a ocorrência de alagamentos no rio Bracuí decorre da ocupação descontrolada no entorno, inclusive próximo às margens, que causou uma mudança na paisagem do local nos últimos 30 anos.

— As áreas atingidas em dezembro estão próximas a áreas de proteção ambiental que foram ocupadas. Os escorregamentos de terra das encostas da Serra do Mar e de afluentes do rio contribuíram para aumentar o volume de água na bacia do rio Bracuí — explicou Ivan.

Parte dos sedimentos arrastados na chuva de dezembro ainda estão no leito do rio e são risco em potencial para novos alagamentos. A Defesa Civil continua monitorando a situação e pede que as pessoas fiquem atentas aos canais oficiais da prefeitura de Angra e às orientações que poderão ser transmitidas. Dúvidas também podem ser esclarecidas pelos telefones 199 e (24) 3365-4588.

Mantidas as atuais condições do rio, entre as soluções estão a dragagem urgente do leito em alguns pontos, a construção de enrocamentos de pedra para conter as margens e, em último caso, a remoção de pessoas e imóveis que estejam na nova zona de alcance do rio.

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