Angra dos Reis deu um salto significativo na saúde pública e passou a ocupar o 11º lugar entre os 92 municípios do Rio de Janeiro no ranking do programa Previne Brasil, do Ministério da Saúde. Em 2023, a cidade aparecia na 49ª posição. A melhora expressiva reflete o avanço nos sete indicadores que avaliam a atenção básica voltada a gestantes, crianças de até 1 ano, hipertensos e diabéticos.
O principal destaque foi o aumento no número de gestantes testadas para sífilis e HIV, que subiu de 33% para 80% entre o primeiro quadrimestre de 2022 e o mesmo período de 2025. Também houve crescimento na vacinação infantil, com 78% das crianças de 1 ano recebendo as seis vacinas básicas, contra 48% anteriormente. O número de gestantes que realizaram pelo menos seis consultas de pré-natal passou de 32% para 60%, e o atendimento odontológico para esse público subiu de 23% para 60%.
Outros avanços incluem a ampliação da cobertura em saúde bucal, que atualmente atende 86% da população, e a adoção de estratégias como vacinação em dias alternativos, abertura de unidades aos sábados e reforço no número de profissionais. A melhora na gestão e no investimento da rede básica contribuiu diretamente para o desempenho da cidade no Previne Brasil.
Segundo o prefeito Cláudio Ferreti, o resultado é fruto do esforço conjunto da Secretaria de Saúde e das equipes de atenção primária. “Investimos na organização dos processos, na capacitação das equipes e no acompanhamento constante dos dados. Essa evolução mostra que estamos cuidando das pessoas com mais planejamento e humanização”, afirmou.
A cidade também fortaleceu a gestão de dados, com seminários periódicos para orientar profissionais sobre preenchimento correto de indicadores e atualização do cadastro do SUS. Hoje, Angra tem 99% da população cadastrada, cerca de 170 mil pessoas. Para o secretário de Saúde, Rodrigo Ramos, esse cadastro é essencial para garantir mais recursos e ampliar programas estratégicos, como o Saúde na Hora, Saúde na Escola e o Consultório de Rua.
Para 2025, a meta é alcançar pelo menos 35% de cobertura nos exames de colo de útero, acompanhamento de diabéticos e hipertensos. Esses índices vêm crescendo de forma contínua, com destaque para os exames de colo do útero, que já saltaram de 19% para 34%. A cidade também trabalha na consolidação de uma rede de cuidados integrada, como o programa “Alta Responsável”, que garante o acompanhamento do paciente após a saída da unidade de saúde.






