Cerca de 70 pessoas, entre alunos e representantes de 10 escolas da rede pública municipal de Volta Redonda, visitaram neste mês o Museu do Amanhã e o Museu do Samba, no Rio de Janeiro, em um passeio promovido pela Secretaria Municipal de Educação (SME), por meio do Núcleo de Educação para as Relações Étnico-Raciais (Nerer), para premiar os finalistas do 1º Festival Abdias do Nascimento, dedicado à vida e à obra de Arlindo Cruz.
A visita contemplou os estudantes que ficaram em 1º, 2º e 3º lugares no festival. A proposta, segundo a prefeitura, foi aproximar os alunos da história, da cultura e das referências negras que fazem parte da construção do país.
No Museu do Amanhã, na região central da capital fluminense, os grupos viram as exposições e conheceram mais sobre ciência, arte e inovação. Também percorreram temas ligados à humanidade.
No Museu do Samba, no bairro Mangueira, estudantes e profissionais de Volta Redonda visitaram exposições, entre elas uma sobre Angenor de Oliveira, o Cartola. Lá, eles conheceram mais sobre a história do negro no Brasil e sobre a escola de samba como espaço de afirmação social, em uma agenda voltada contra a invisibilidade da população negra e contra o racismo.
Douglas Lucas, coordenador do Nerer, disse: “Pensamos na melhor forma de premiar esses alunos, para que eles entendessem um pouco mais sobre o samba. E nada melhor do que os levar ao melhor lugar para conhecer mais sobre a história do samba, que é o Museu do Samba”
A SME também ofereceu almoço a todos os participantes.
Festival reuniu alunos do 6º ao 9º ano e da EJA
A primeira edição do Festival de Talentos Abdias do Nascimento foi destinada aos estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em setembro, cerca de 150 pessoas — entre alunos, profissionais e familiares — participaram da programação.
O evento teve apresentações nas categorias de artes visuais, teatro, música e dança. Os estudantes mostraram seus talentos e foram reconhecidos por seus pares e pela comunidade escolar.
O festival buscou reconhecer e valorizar as habilidades artísticas dos estudantes da rede municipal, abrir espaço para expressão e visibilidade, estimular o protagonismo juvenil no ambiente escolar e ampliar o conhecimento sobre a obra de artistas e intelectuais negros entre os alunos.
Fotos: Divulgação/SME.Secom/PMVR.
TRIBUNA LIVRE: JORNALISMO SÉRIO. O TEMPO TOD
Ainda não segue o canal do Tribuna Livre? Acompanhe aqui no WhatsApp.






