Auditoria aponta possíveis irregularidades em contratos da gestão de Douglas Ruas no Estado

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Douglas Rua é deputado estadual pelo PL | Foto: Divulgação/GRJ

Uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE) identificou possíveis irregularidades em contratos da secretaria de Estado de Cidades durante a gestão de Douglas Ruas (PL), que esteve à frente da pasta no período entre setembro de 2023 e março de 2026, durante o governo de Cláudio Castro (2023/26).

Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo, o relatório da CGE aponta questionamentos relacionados a contratos de obras e menciona possíveis vínculos entre empresas contratadas pelo governo estadual e pessoas ligadas ao deputado federal Altineu Côrtes, presidente estadual do PL, partido de Ruas.

A referência ao parlamentar, que possui foro por prerrogativa de função, levou o Ministério Público a acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliar a necessidade de eventual investigação na esfera federal.

O relatório também cita contratos que, de acordo com a auditoria, movimentaram centenas de milhões de reais. As pessoas e empresas mencionadas negam a existência de irregularidades e afirmam que os processos de contratação seguiram os procedimentos previstos na legislação.

A auditoria notou aumentos expressivos logo no começo de contratos, o que pode indicar problemas no planejamento da contratação como ‘subestimação deliberada’ ou direcionamento de recursos adicionais à empresa após a assinatura dos contratos.

A defesa de Douglas Ruas, no entanto, nega irregularidades e contesta a interpretação do relatório. Segundo a defesa de Ruas, o contrato foi resultado de “concorrência perfeitamente legal realizada por pregão eletrônico”. O candidato também sustenta que a legislação federal utilizada nas contratações permite eventuais acréscimos de valor em projetos.

De acordo com a reportagem de O Globo, O procurador-geral de Justiça do Rio pediu que a PGR avalie se existe fundamento para uma investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). Caso a PGR entenda que há atribuição federal, poderá assumir o caso ou determinar novas diligências.

(*) Com informações do jornal O Globo.

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