Governo do Estado lança rede de proteção à fauna silvestre

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Lançamento do projeto reuniu autoridades | Foto: Divulgação/SEA

O Governo do Estado do Rio lançou esta semana a Rede Estadual de Atendimento à Fauna Silvestre (REAFS). Coordenada pela secretaria de Estado do Ambiente e pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea/RJ), a iniciativa terá investimento de R$ 100 milhões, a fim de criar um sistema público de cuidado aos animais silvestres, nos mesmos moldes de organização e capilaridade do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto foi oficializado nesta quinta-feira, 19, durante cerimônia na Sala Cecília Meireles, no Centro do Rio.

— É uma iniciativa histórica e muito necessária. Estruturar o atendimento à fauna silvestre com a lógica do SUS, com hierarquização, universalidade e descentralização, é um passo gigante para a conservação da nossa biodiversidade — celebrou o secretário de Estado do Ambiente, Bernardo Rossi.

A iniciativa estrutura uma rede completa que vai do resgate especializado à reintrodução dos animais à natureza, passando por urgência veterinária, reabilitação, centros de pesquisa e capacitação técnica. O programa prevê a aquisição de uma frota de 170 unidades móveis para atender aos 92 municípios fluminenses; a implantação de centros de atendimento e reabilitação em parceria com universidades; a criação de um centro de pesquisa em fauna silvestre para fomentar a inovação e o desenvolvimento de técnicas de reabilitação; o incentivo a cursos como medicina veterinária voltado a fauna silvestre; e um aplicativo que conecte o cidadão aos serviços ambientais.

Entre os destaque do sistema está também o aumento dos Centros de Atendimento de Animais Silvestres. Hoje, o Rio de Janeiro conta com apenas um local de atendimento do gênero, em Vargem Pequena, Zona Oeste do Rio. A partir da implementação da rede, esse número subirá para cinco unidades, distribuídas em pontos estratégicos do estado para atender as regiões Norte/Noroeste, Serrana, Metropolitana, Médio Paraíba e Centro-Sul.

O projeto começa a operar imediatamente de forma regionalizada e a expectativa é que, já no primeiro ano, todos os municípios tenham acesso à estrutura de resgate e atendimento. A iniciativa tem previsão de implementação integral em 36 meses e representa uma resposta aos principais problemas que ameaçam a fauna fluminense, como os atropelamentos em rodovias, o tráfico de animais, os conflitos em áreas urbanas e os desafios sanitários e ecológicos impostos por espécies invasoras.

De acordo com o Disque Denúncia tem havido aumento contínuo na preocupação da população com crimes ambientais. Só em 2025, mais de 31 mil queixas foram realizadas de forma anônima, estando, entre as principais, os maus tratos aos animais e o comércio de fauna silvestre. Por isso, um dos eixos do programa é voltado a conectar o cidadão carioca aos centros de referência de atendimento à comunidade silvestre, por meio de um aplicativo, fomentando a cultura de proteção à fauna.

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