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Governo federal vai ampliar presença de forças de segurança no Rio

Os ministros da Casa Civil, Rui Costa, da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e da Defesa, José Múcio, reuniram-se na semana passada com os comandantes das Forças Armadas para discutir ações de segurança direcionadas ao estado do Rio. Uma série de encaminhamentos foi definida e a previsão é de que hoje, 30, seja apresentado um plano completo com reforço da segurança no Estado, em especial na região metropolitana.

O ministro Flávio Dino antecipou que uma das vertentes em discussão prevê ampliar a presença das forças federais no Rio, mantendo o trabalho de cooperação e parceria com o governo estadual. Para Dino, o desafio no Rio abrange policiamento ostensivo, mas a ‘questão central para vencer milícias e organizações criminosas’. A mobilização envolverá efetivos da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional e parcerias com polícias civis de outros estados.

O entendimento de parceria e presença federal, ainda que a atribuição da segurança pública seja prerrogativa estadual, já havia sido indicado pelo próprio presidente Lula da Silva (PT) em duas ocasiões.

— O problema da violência no Rio de Janeiro, era muito fácil eu ficar vendo aquelas cenas que apareciam na televisão, que parecia a própria Faixa de Gaza, de tanto fogo e tanta fumaça, e dizer: ‘É um problema do Rio de Janeiro’. Não. É um problema do Brasil, é nosso, e temos que tentar encontrar a solução — afirmou Lula.

O ministro da Justiça afirmou que há um estudo para fortalecimento de três áreas de competência federal. A vigilância sobre fronteiras terrestres, por exemplo, é uma delas.

— Não necessariamente as divisas do Rio com outros estados, porque as divisas estão sendo objeto de atuação da Força Nacional e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Eu me refiro às fronteiras brasileiras, – porque isso é relevante para o tráfico de drogas e armas que atinge fortemente o sudeste -, portos relativos a região sudeste e aeroportos — informou Dino.

Para o minsitro, operar com estratégias a partir de mudanças que buscam o sequestro de bens, prisões de liderança, ações coordenadas e desarticulação do crime organizado é uma medida a longo prazo no aumento da segurança pública do Rio. Ele disse que a meta este ano é chegar a R$ 3 bilhões de apreensões de facções criminosas, dez vezes mais do que foi apreendido no ano passado, segundo Dino.

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