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TL Delas: Voz e Cuidado para a Saúde Mental Feminina

Na coluna online ‘TL Delas’, voltada ao público feminino, a pedagoga Michelle Plácido, gestora de conteúdos do Tribuna Livre, fala sobre o Janeiro Branco e a urgência do autocuidado de saúde mental para as mulheres. A coluna já é publicada desde o ano passado na edição impressa.

Por muitos anos a saúde mental no Brasil foi um tabu (ainda penso que é, para a grande maioria), embora a conscientização esteja aumentando. Com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância da saúde mental e emocional e inspirando-se nas campanhas do Outubro Rosa e Novembro Azul, em 2014, o psicólogo e também palestrante Leonardo Abrahão criou o movimento ‘Janeiro Branco’, para uma mobilização de conscientização sobre a saúde mental que vem ganhando destaque por incentivar reflexões profundas e diálogos abertos sobre o bem-estar emocional de toda a população. A campanha do Janeiro Branco derruba as barreiras do preconceito, rompendo com décadas de silêncio e de discriminação, que cercaram o tema em nossa nação e no mundo. A campanha foi oficialmente reconhecida em 2023 por meio da Lei nº 14.556, que institui o Janeiro Branco no calendário nacional de atenção à saúde mental.

O tema da saúde mental raramente era discutido em ambientes públicos ou privados e muitas vezes reduzido ao estigma e ao preconceito. Pessoas que enfrentavam sofrimento emocional ou transtornos mentais eram frequentemente isoladas ou desencorajadas a buscar apoio profissional, o que agravava ainda mais o impacto desses desafios na vida familiar, escolar, social e corporativa. Graças ao desenvolvimento de estudos em psiquiatria e psicologia, além do avanço das políticas públicas de saúde coletiva, nosso país começou a reconhecer que a saúde mental é um componente essencial da saúde integral e não deve ser negligenciada ou encarada apenas como ausência de doença.

A escolha do mês de janeiro para essa campanha não é aleatória: é o início de um novo ciclo, um período em que muitas pessoas estão mais abertas a refletir sobre metas, planos e mudanças em suas vidas e a cor branca simboliza uma ‘folha em branco’, sugerindo a oportunidade de reescrever histórias pessoais e coletivas com mais atenção à saúde emocional.

Apesar de ter sido reconhecida há poucos anos, a campanha ‘Janeiro Branco’ tem estimulado a sociedade a quebrar preconceitos, promovendo diálogos inclusivos e reconhecendo que cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. Essa transformação cultural não apenas melhora a qualidade de vida individual, mas também fortalece relações humanas e comunidades mais resilientes e empáticas.

E não poderia deixar de falar para todas as mulheres sobre esse tema tão relevante, até porque, cuidar da saúde mental sendo mulher, em meio às exigências do dia a dia, é um desafio real e muitas vezes silencioso. Entre trabalho, estudos, cuidados com a família, responsabilidades domésticas, expectativas sociais e tantas cobranças do universo que ronda a chamada ‘perfeição feminina’, é comum que o cansaço emocional se acumule e que o autocuidado fique em segundo plano ou simplesmente esquecido.

Falar sobre sentimentos, reconhecer limites e pedir ajuda são atitudes de coragem. Cuidar da mente é um ato de amor-próprio e também de resistência, especialmente em uma sociedade que cobra que a mulher seja forte o tempo todo. Permita-se pausar, acolher suas emoções e buscar apoio quando necessário. Você não precisa dar conta de tudo sozinha — sua saúde mental importa, e você merece cuidado, respeito e compreensão.

Fique bem! Forte abraço!

(*) Michelle Plácido é pedagoga e gestora de conteúdos do Tribuna Livre. A coluna ‘TL Delas’ é publicada na nossa edição impressa.

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