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TL DELAS: Promessas de ano novo: por que é tão difícil cumpri-las?

Na estreia da coluna online ‘TL Delas’, voltada ao público feminino, a pedagoga Michelle Plácido, gestora de conteúdos do Tribuna Livre, fala sobre as promessas de Ano Novo e a dificuldade para cumprir os combinados com a gente mesmo. A coluna já é publicada desde o ano passado na edição impressa.

Todo início de ano costuma trazer uma lista de metas, desejos e promessas. Para muitas mulheres, esse momento vem carregado de expectativas, esperança e, ao mesmo tempo, de uma pressão silenciosa para ‘dar conta de tudo’. No entanto, estudos mostram que apenas uma pequena parcela das pessoas consegue manter as resoluções ao longo do ano. Um levantamento da Universidade de Scranton, nos Estados Unidos, indica que só 8% conseguem cumprir as metas de Ano Novo, enquanto a maioria desiste antes mesmo do fim do ciclo.

Um dos motivos está no simbolismo do Ano Novo, que desperta uma motivação intensa, porém passageira. Ao associar a mudança sempre a uma data futura, muitas mulheres acabam adiando decisões importantes, esperando o “momento ideal”, que nem sempre chega. Soma-se a isso a rotina intensa, o acúmulo de responsabilidades e a tendência à autocobrança excessiva, fatores que impactam diretamente o bem-estar emocional.

A falta de planejamento também pesa. Metas amplas como ‘cuidar mais de mim’ ou ‘ter uma vida mais equilibrada’ são importantes, mas precisam ser traduzidas em ações práticas. Quando os objetivos não são claros e possíveis de acompanhar, a frustração aparece com facilidade, alimentando o estresse e o sentimento de culpa — sensações comuns na chamada ‘Síndrome do Final do Ano’, que afeta grande parte da população.

Especialistas destacam que o primeiro passo é o autoconhecimento. Entender o que realmente faz sentido para você, reconhecer limites e identificar quais mudanças dependem apenas das suas escolhas ajuda a tornar o processo mais leve. Planejar de forma realista, dividir grandes metas em pequenos passos e permitir ajustes ao longo do caminho também aumenta as chances de sucesso.

Outro ponto essencial é a rede de apoio. Compartilhar objetivos com amigas, familiares ou pessoas de confiança fortalece a motivação e lembra que você não precisa enfrentar tudo sozinha. Celebrar pequenas conquistas, por menores que pareçam, é um gesto de cuidado consigo mesma e mantém o entusiasmo vivo.

Mais do que esperar um novo ano, um novo mês ou uma data simbólica, a mudança começa no agora. Cada dia é uma oportunidade para recomeçar, com mais gentileza, consciência e respeito ao seu próprio tempo. Afinal, evoluir não é sobre perfeição, mas sobre constância e amor-próprio.

O meu desejo para você, mulher, neste novo ano que se inicia, é que você nunca desista, apesar das ‘pedras’ no caminho, persista e vá em frente, priorizando o seu autocuidado com a saúde emocional, física e mental, mesmo que devagar, no seu tempo, continue. Cuide-se! Ame-se! Viva 2026!

(*) Michelle Plácido é pedagoga e gestora de conteúdos do Tribuna Livre. A coluna ‘TL Delas’ é publicada na nossa edição impressa.

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