Mais um crime contra uma mulher. O homem apontado como suspeito de matar a tiros a adolescente Adrielle Malaquias Messias, de 17 anos, na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, foi preso após se apresentar espontaneamente em uma delegacia de Angra dos Reis.
A jovem foi morta no último domingo, 30, e será sepultada hoje, 2. De acordo com familiares, Adrielle havia encerrado o relacionamento com o ex-companheiro, que não aceitava o fim da relação, mesmo depois de ela ter iniciado um novo namoro.
A vítima foi atingida por cinco disparos e o autor dos tiros fugiu logo após o crime. Parentes relataram que o casal manteve um relacionamento de cerca de um ano e chegou a morar junto. Nesse período, o suspeito era descrito como agressivo e teria cometido diversas agressões e ameaças contra a adolescente.
Adrielle chegou a ser socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da comunidade. Em seguida, foi transferida para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas não resistiu aos ferimentos.
Familiares também afirmam que a jovem vinha sendo perseguida nos últimos dias e que o ex-companheiro repetia que “faria algo contra ela”.
A morte de Adrielle se soma a uma triste estatística que cresce ano após ano. Mais uma mulher silenciada pela violência machista, mais uma família destruída, mais uma tragédia que poderia — e deveria — ter sido evitada. Cada caso como esse é um alerta doloroso de que o combate ao feminicídio precisa ser urgente, firme e contínuo.
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