A 16ª edição do Simpósio Internacional de Energia Nuclear (Sien) foi encerrada na última quinta-feira, dia 2, com destaque para os debates sobre a retomada das obras da usina nuclear Angra 3. Realizado no auditório da Eletronuclear, no centro do Rio de Janeiro, o evento reuniu representantes do setor nuclear para discutir também a participação de investimentos privados e novas alternativas para o segmento.
O diretor financeiro da Eletronuclear, Alexandre Caporal, representou o presidente interino da empresa, Sinval Zaidan Gama, na mesa de abertura, realizada na quarta-feira. Também participaram o presidente da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul), Newton de Almeida Costa Neto, e o presidente da Rosatom América Latina, Ivan Dybov.
A Eletronuclear esteve presente em outros dois painéis. No dia 1º, o chefe da Coordenação de Segurança e Supervisão Independente, Marcelo Gomes, integrou a mesa que discutiu o projeto de Angra 3. Ele destacou os impactos econômicos do acordo entre a Eletrobras e a União. Segundo ele, estudo da Fundação Getúlio Vargas aponta que cada bilhão de reais investido em uma nova usina nuclear no país gera um impacto três vezes maior na economia, tanto no PIB quanto na criação de empregos.
— Não podemos perder essa oportunidade, especialmente diante das novas demandas de energia que estão surgindo — afirmou.
No dia seguinte, o simpósio promoveu uma mesa-redonda sobre o papel da energia nuclear diante das novas tecnologias. A Eletronuclear foi representada pelo chefe de gabinete da presidência, André Osório, e novamente por Marcelo Gomes. O painel contou ainda com a presença do deputado federal Julio Lopes, presidente da Frente Parlamentar do Setor Nuclear.
De acordo com Osório, as projeções do Plano Nacional de Energia (PNE) para os próximos 30 anos indicam espaço para uma participação mais ampla da energia nuclear na matriz elétrica brasileira.
— Diversos fatores estão contribuindo para viabilizar a expansão da energia nuclear, como as mudanças climáticas, os investimentos em transição energética e o cenário geopolítico. Grandes países estão incluindo fontes limpas em suas matrizes, e é essencial pensar em modelos de negócio viáveis para o setor nuclear — destacou.
(*) Com informações da Eletronuclear
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