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InícioPolíciaOperação 'Fake Pen' combate comércio clandestino de canetas emagrecedoras em Angra

Operação ‘Fake Pen’ combate comércio clandestino de canetas emagrecedoras em Angra

(*) Atualizado às 11h50

A Polícia Civil em Angra dos Reis deflagrou nesta terça-feira, 3, a operação ‘Fake Pen’ para combater a comercialização clandestina de medicamentos para emagrecimento na cidade. A ação resultou na prisão em flagrante de um Josiel Carlos Silva, 33, e no indiciamento de Mislene da Cunha Feliciano, 36, suspeitos de venderem ilegalmente substâncias injetáveis conhecidas como ‘canetas emagrecedoras’.

A operação foi coordenada pela 166ª DP (Angra), sob a chefia do delegado titular Roberto Ramos, após trabalho de inteligência que identificou anúncios suspeitos e pontos de distribuição informal desses medicamentos no município. As investigações apontaram a atuação do casal na venda de produtos sem autorização legal e sem controle sanitário, de acordo com a Polícia.

Durante a ação, os policiais flagraram o suspeito realizando a entrega de quatro seringas contendo tirzepatida — princípio ativo do medicamento Mounjaro — além de uma cartela com comprimidos de Ozempic. A abordagem ocorreu na rua Japoranga, no bairro Japuíba, quando o homem estava em uma motocicleta e realizava a entrega na via pública.

Após o flagrante, os agentes se dirigiram à residência do suspeito, onde encontraram diversos recipientes com tirzepatida armazenados de forma irregular em uma geladeira doméstica, junto a alimentos. No local, também foram apreendidas seringas, cartelas de medicamentos e outros materiais utilizados na comercialização irregular.

A companheira do homem foi conduzida à delegacia e indiciada pelo mesmo crime, mas não permaneceu presa, uma vez que o material apreendido estava em posse exclusiva do marido no momento da abordagem. Em depoimento, ela admitiu atuar em conjunto na venda dos medicamentos, que teriam procedência estrangeira e eram distribuídos para estados como São Paulo, Mato Grosso e Paraná.

Segundo a Polícia Civil, os medicamentos eram enviados por serviços de encomenda postal, e os pagamentos realizados por transferências bancárias, incluindo a quantia de R$ 5 mil paga no dia da prisão. O casal não possuía autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não emitia notas fiscais e comercializava os produtos sem exigir prescrição médica. Os valores variavam de R$ 150 a dose de 2,5mg até R$ 1,8 mil pela ‘caneta’ integral. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis conexões com redes interestaduais de distribuição clandestina.

(*) Denúncias sobre a venda ilegal de medicamentos pode ser feita pelo Disque-Denúncia (0300-253-1177)

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