(*) Por Klauber Valente | jornalista, editor do Tribuna Livre
Estando ainda no início de um novo período de gestão, a Costa Verde e em especial Angra dos Reis, têm diante de si a oportunidade de alinhar seu desenvolvimento econômico à geração de emprego e renda de qualidade. Historicamente marcada pela beleza de seu litoral e a presença de empreendimentos industriais, como o nuclear e as bases ligadas à indústria do petróleo, Angra tem potencial para ser um destino turístico de relevância nacional e internacional. Porém, entre o mar da economia do petróleo e a vocação natural para o turismo, abre-se um campo vasto que só poderá ser devidamente aproveitado se a região investir na formação profissional de sua população. Chega de perdermos oportunidades.
Desenvolvimento não é apenas atrair empresas, mas também garantir que os moradores possam se beneficiar das oportunidades que surgem. Hotéis na região central de Angra estão cheios de trabalhadores ocupando vagas nas empresas em Angra. É comum que postos de trabalho especializados sejam ocupados por profissionais de outras regiões, justamente pela falta de mão de obra qualificada. Esse quadro precisa mudar. Cabe ao poder público, em parceria com o setor privado, ampliar programas de capacitação técnica, cursos de línguas, treinamentos voltados a offshore e também à hospitalidade.
No turismo, o visitante busca não apenas belas paisagens, mas também serviços de excelência, que exigem preparo e profissionalismo. Desde o garçom ao guia de turismo, do marinheiro ao hoteleiro. Já na indústria do petróleo, a qualificação em logística, engenharia, manutenção e segurança representa não apenas bons salários, mas a chance de consolidar carreiras duradouras.
Investir em gente é investir no futuro. A discussão sobre as contrapartidas pela instalação das usinas nucleares ganharia um capítulo relevante se priorizar como legado permanente a formação de gente apta ao trabalho agora e nos próximos anos.
(*) Publicado antes na edição impressa do Tribuna Livre.
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