O Ministério Público Federal (MPF) está acompanhando os trabalhos de restauração de 38 cadernetas de viagem do Imperador D. Pedro II no Museu Imperial, em Petrópolis.
As cadernetas, muitas em estado frágil devido ao tempo, integram conjunto de documentos reconhecido como patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Os documentos passam por minucioso processo de conservação e restauro, que incluem higienização, restauração, reconstituição, encadernação, acabamento e tratamentos específicos de conservação e restauração para reparar perdas e danos.
O projeto foi viabilizado por recursos financeiros decorrentes de acordo firmado pelo MPF e atende à proposta apresentada pelo Museu Imperial. A medida reafirma o compromisso do MPF com a preservação do patrimônio histórico-documental brasileiro.
— Os trabalhos de restauração acontecem no bicentenário do nascimento do Imperador D. Pedro II e asseguram que esse acervo raro permaneça acessível para as futuras gerações — destaca a procuradora da República Vanessa Seguezzi.
O professor Maurício Vicente Ferreira Júnior, diretor do Museu Imperial, destaca que as anotações contidas nas cadernetas de viagem do Imperador Dom Pedro II fornecem uma visão detalhada das transformações ocorridas no século XIX, com destaque para as inovações tecnológicas e as referências culturais que evidenciaram a passagem para a Modernidade.
A execução do projeto está a cargo da empresa R C Gonçalves Encadernações e Restauro ‘Obra Rara’ e os trabalhos ocorrem no Laboratório de Conservação e Restauração do próprio Museu Imperial, sob supervisão da equipe técnica do Museu. O prazo total para conclusão dos trabalhos é de quatro meses e, ao final, será elaborado relatório técnico completo do processo de restauração.
O último solo brasileiro que Dom Pedro II pisou antes do exílio em 1889, foi a Ilha Grande, em Angra. Na vila do Abraão, no antigo Lazareto, ele e a família imperial deposta pela chegada da República transferiram-se para o vapor Alagoas, que então seguiu viagem rumo a Lisboa, em Portugal. Dom Pedro II morrei dois anos depois, em 5 de dezembro de 1891, em Paris, na França, aos 66 anos.
(*) Com informações da assessoria do MPF/RJ.
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