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Em tom agressivo, governador em exercício demite secretário e rompe com MDB

Aparando arestas para dar início ao seu plano de candidatura ao governo do Estado do Rio no ano que vem, o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União) demitiu ontem, 3, o secretário de Estado de Transportes do Rio, Washington Reis, líder do MDB no estado. Bacellar ocupa provisoriamente o cargo de governador e fez da demissão de Reis uma espécie de ‘primeiro ato’. Um cartão de visitas de sinalização para o eleitorado de extrema-direita que busca conquistar com apoio do governador Cláudio Castro (PL).

A demissão foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial do Governo do Estado, após atritos entre o deputado, que é presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e Washington Reis, que se aproximou publicamente do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), possível adversário de Bacellar nas eleições do ano que vem.

Rodrigo Bacellar tornou-se o primeiro na linha sucessória do governo desde maio, quando o ex-vice-governador Thiago Pampolha, do MDB, foi nomeado para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), em uma manobra que visa dar visibilidade ao presidente da Alerj. Com a intenção de disputar uma vaga no Congresso Nacional no ano que vem, Cláudio Castro deverá renunciar ao governo do Rio em maio do ano que vem, legando o governo a Bacellar.

Já Washington tem dado sinais a aliados de que pode se lançar como candidato em uma chapa de oposição, ou ao lado de Eduardo Paes. No último fim de semana, Paes esteve em Caxias, área de influência de Washington e postou a ‘visita’ nas redes sociais.

Em entrevista ao RJ-TV, da TV Globo, Washington Reis afirmou que a demissão determinada por Bacellar ‘não tem valor’ e que Bacellar a tomou para ‘aparecer’. Ele disse ter ouvido do governador Castro, na noite de quarta-feira, 2, que não seria demitido.

— O governador falou: ‘Washington Reis, fica tranquilo, vai trabalhar’. E não foi surpresa esse comportamento. Até porque essa assinatura dele não tem valor nenhum. Ele não foi eleito, ele não é governador. O governador está voltando na segunda-feira, tenho uma ótima relação com o governador. Ele fez para aparecer. Se ele botasse uma melancia no pescoço, seria até mais plausível — ironizou Reis.

O ex-prefeito de Caxias também disse que não pretende dar apoio à candidatura de Bacellar ao governo em 2026 e que isso seria um ‘sonho’, o que causou a demissão.

— Desde a primeira hora, quando ele lançou essa aventura dele, esse sonho (…), ele me convidou para um café, eu falei que não iria apoiá-lo porque eu tenho meus projetos políticos e sempre tive minhas restrições ao nome dele, politicamente, prum cargo de… O cargo que ele já exerce na Assembleia Legislativa já é um cargo muito importante, que ele não tem tamanho para ele estar naquele cargo. Esse rapaz tem sido uma vergonha, uma chacota à frente da Assembleia Legislativa. Mas o tempo dirá. Política é assim mesmo — resumiu Washington Reis.

(*) Com informações do site G1

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