Mais de 1,1 milhão de famílias do Rio de Janeiro terão acesso gratuito ao gás de cozinha por meio do programa Gás do Povo, lançado na quinta-feira, 4, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Belo Horizonte (MG). A iniciativa deve atender 1.127.175 famílias fluminenses e alcançar, em todo o país, 15,5 milhões de lares — o equivalente a 50 milhões de pessoas.
O programa substitui o atual Auxílio Gás, que hoje atende cerca de 5,13 milhões de famílias, e passa a oferecer o botijão diretamente ao beneficiário, sem repasse em dinheiro. A expectativa do governo é que, até março de 2025, 100% do público-alvo esteja contemplado. A estimativa é distribuir 65 milhões de botijões por ano.
Segundo Lula, a medida garante dignidade e justiça social às famílias de baixa renda.
— Nós estamos assumindo a responsabilidade de que uma pessoa não pode gastar 10% do salário mínimo para comprar gás. Vamos arcar com isso para que as pessoas mais pobres possam receber o botijão de graça, afirmou o presidente.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que o gás de cozinha passa a ser tratado como item essencial.
— O Gás do Povo combate a pobreza energética, dá alívio ao orçamento das famílias e protege a saúde, principalmente de mulheres e crianças que ainda usam lenha ou álcool para cozinhar, disse.
Entenda como vai funcionar
O benefício será destinado a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda de até meio salário mínimo (R$ 759), com prioridade para quem já recebe o Bolsa Família. A quantidade de botijões varia conforme o tamanho da família:
- até 3 botijões por ano (2 integrantes);
- até 4 botijões (3 integrantes);
- até 6 botijões (4 ou mais integrantes).
A retirada será feita diretamente em revendas credenciadas, por meio de validação eletrônica, sem intermediários. O acesso será controlado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Impacto social e de saúde
O governo destaca que a política também busca reduzir a dependência da lenha, ainda utilizada por 12,7 milhões de famílias no Brasil, segundo o IBGE (2022). Destas, 5 milhões vivem em situação de baixa renda. O uso da lenha está associado a doenças respiratórias, riscos de infecções graves em crianças e problemas pulmonares em mulheres.
Além disso, famílias que cozinham com lenha gastam, em média, 18 horas semanais na coleta, o que impacta a frequência escolar e o tempo de estudo das crianças.
Para este ano, o investimento no programa será de R$ 3,57 milhões. Em 2026, a previsão é de R$ 5,1 bilhões destinados ao Gás do Povo.
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