Em um cenário de inflação controlada e rápida digitalização do mercado financeiro, o Brasil presencia o retorno das chamadas ‘pirâmides financeiras’, um golpe que parecia superado. Em 2024, esse tipo de fraude movimentou mais de R$ 3,2 bilhões, atingindo sobretudo investidores de médio e alto poder aquisitivo. No total, o país registrou R$ 468 bilhões em perdas ligadas a fraudes econômicas, contrabando, pirataria e evasão fiscal, segundo o Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP).
A sofisticação dos esquemas, que agora envolvem criptoativos, plataformas digitais de investimento e estruturas empresariais complexas com blindagem jurídica internacional, tem dificultado a atuação das autoridades. Enquanto isso, cresce a demanda por advogados criminalistas com perfil técnico e multidisciplinar, capazes de atuar tanto na defesa de acusados quanto na representação de vítimas com grandes prejuízos financeiros.

Um dos profissionais em destaque neste campo de atuação é o advogado Joabs Sobrinho, que lidera casos envolvendo Direito Penal Econômico, Compliance Empresarial e Lavagem de Dinheiro com ramificações internacionais e chama a atenção pela abordagem técnica e discreta. Ex-fuzileiro naval e especialista em diversas áreas do Direito, Joabs tem sido requisitado por famílias, fundos e empresários em situações de alta complexidade jurídica.
Operações recentes mostram a escala do problema. No Rio de Janeiro, a Operação Pyramis, em 2022, desmantelou um esquema que movimentou R$ 77 milhões em poucos meses, lesando mais de mil pessoas. Já em 2024, a Operação Queops expôs uma rede de 15 empresas fraudulentas, como a Fantasos, que arrecadou R$ 1,6 bilhão com criptoativos, e a Embuste, responsável por fraudes bancárias de R$ 5 milhões.
Esses casos revelam como o crime organizado tem substituído a violência armada por engenharia financeira, com efeitos diretos sobre a economia real. Segundo especialistas, o novo alvo dessas fraudes são pessoas com elevado poder financeiro, mas pouca familiaridade com os mecanismos técnicos dos mercados. A atuação jurídica, nesse contexto, exige conhecimento profundo em diversas áreas do Direito, além de estratégia e discrição.
De acordo com o advogado, frequentemente, ‘as vítimas só percebem a gravidade da situação após bloqueios judiciais, perda de reputação e risco de implicações penais’. Nessas circunstâncias, o papel do profissional criminalista deixa de ser apenas defensivo e se torna essencial para a preservação de patrimônios e até da liberdade dos envolvidos.
— A complexidade atual desses crimes exige o advogado a ter um olhar técnico, estratégico e multidisciplinar. Atuar exige domínio profundo de mais de uma área do Direito — diz Joabs, que soma experiência em caso emblemático como a Operação Pyramis, investigação sobre esquemas de pirâmide no Rio de Janeiro que chocou o Brasil.
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