O combate à violência contra a mulher no estado do Rio de Janeiro ganhou um novo reforço. O governador Cláudio Castro anunciou, na última terça-feira, 5, a entrega de 50 novas viaturas semi-blindadas para a Patrulha Maria da Penha, da Polícia Militar (PMERJ). A medida foi divulgada durante a cerimônia que celebrou os seis anos do programa, realizada na Sala Cecília Meireles, no Rio, e marcou também o início da campanha Agosto Lilás 2025.
Com nova identidade visual, os veículos vão substituir as viaturas atuais, aumentando a segurança e a capacidade de resposta da equipe. Criada para garantir proteção a mulheres vítimas de violência doméstica, a Patrulha já realizou quase 317 mil atendimentos e efetuou 955 prisões, a maioria por descumprimento de medidas protetivas. Cerca de 47% dessas prisões ocorreram em municípios do interior do estado.
— A Patrulha Maria da Penha é um símbolo do nosso compromisso com a vida das mulheres fluminenses. As novas viaturas vão permitir que o programa se fortaleça ainda mais. Estamos reafirmando nosso compromisso com a proteção e o acolhimento — afirmou o governador Cláudio Castro.
A coordenadora do programa, Major Bianca Neves, destacou a importância do fortalecimento da equipe e da renovação da frota. Segundo ela, o trabalho da Patrulha é resultado de uma rede articulada de profissionais preparados para oferecer suporte efetivo às vítimas.
De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), o número de feminicídios no estado caiu de 57, entre janeiro e junho de 2024, para 49 no mesmo período deste ano, uma redução de aproximadamente 14%. As tentativas de feminicídio também registraram queda: de 205 casos no primeiro semestre de 2024 para 162 em 2025, redução de cerca de 21%.
— Esses números mostram avanços, mas reforçam a necessidade de ampliar nossas ações. A Patrulha Maria da Penha é uma política pública que salva vidas e precisa continuar sendo fortalecida — disse a secretária estadual da Mulher, Heloisa Aguiar.
A cerimônia também homenageou 16 agentes que se destacaram no atendimento às vítimas e reconheceu o trabalho da fundadora do programa, tenente-coronel Cláudia Moraes. O evento contou ainda com uma apresentação do balé formado por meninas atendidas pelo Instituto da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense.
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