O Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea/RJ) confirmou o retorno da onça-pintada ao estado, espécie que não era avistada em flroestas do Rio desde a década de 1970. O animal, um macho adulto, foi capturado por câmeras de monitoramento no Parque Estadual da Serra da Concórdia, em Valença. De acordo com o governo estadual, o reaparecimento estaria associado ao aumento de 30% para 32% na cobertura florestal do estado nos últimos 40 anos.
Considerada essencial para o equilíbrio ecológico, a onça-pintada é o maior felino das Américas e está ameaçada de extinção, com menos de 300 indivíduos na Mata Atlântica. O Inea/RJ e o Projeto Aventura Animal monitoram o animal, analisando pegadas, fezes e hábitos alimentares – que incluem capivaras e outros pequenos mamíferos. Até agora, não houve registros de ataques a animais domésticos.
O secretário de Estado do Ambiente, Bernardo Rossi, destacou a importância da proteção à espécie como política pública. O plano inclui educação ambiental, fiscalização e a instalação de novas câmeras para rastreamento.
O governo planeja, em parceria com o ICMBio, capturar temporariamente a onça para colocar um colar de monitoramento e realizar exames. A meta é ampliar a cobertura vegetal para 40% até 2050, o que pode absorver 159 milhões de toneladas de CO² e fortalecer a biodiversidade.
Autoridades alertam a população para evitar aproximação e não alimentar o animal. Em caso de avistamento, recomenda-se manter distância e não perturbar seu habitat. A caça, crime ambiental, será rigorosamente fiscalizada.
O retorno da onça-pintada simboliza um avanço nas políticas ambientais do estado, que busca restaurar ecossistemas e proteger espécies ameaçadas. O fato reforça o Rio como um dos poucos estados brasileiros com crescimento de áreas verdes nas últimas décadas.
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