A convite do Tribuna Livre, a professora e mestre em estudos da linguagem, Mariana Máximo (*), escreveu artigo a respeito da preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2025, com foco na elaboração da redação. O texto foi publicado antes na edição impressa do jornal. Leia:
Enem 2025: estratégias para organizar as ideias
A proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM, reacende uma preocupação característica dos estudantes que farão a prova: a Redação. Além do enorme peso no cômputo da nota final, a imprevisibilidade do tema pode representar um desafio para os candidatos. Nesse contexto, compartilho, de forma resumida, técnicas que podem contribuir para a Redação do ENEM e, consequentemente, para a organização das ideias de forma lógica.
Escrever não é uma tarefa simples. Antecipadamente, eu devo discordar daqueles que acreditam que a ação de escrever está ligada à inspiração, a uma capacidade repentina e momentânea, quase divina, de criar textos concisos, coesos e coerentes. Não mesmo. Escrever é um ato solitário. Escrever requer trabalho. E trabalho, aqui, será definido como um esforço intelectual, que exige preparação.
O primeiro passo é manter-se, constantemente, atualizado. Ninguém escreve sobre aquilo que não sabe. E nesse jogo disputadíssimo, que é o vestibular, não vale lançar mão da famosa estratégia encher linguiça. Uma boa dica é usar o celular – a seu favor – na busca de informações. Esteja atento às principais notícias em âmbito nacional. O tema da Redação trará um assunto/problema de grande relevância social.
O segundo passo é a compreensão sobre a estrutura do texto que, nesse caso, é o dissertativo-argumentativo. Como sugestão, indico buscar modelos de Redação que foram avaliados com a nota máxima e observar o desenvolvimento de cada parágrafo. Nesse momento, você precisará organizar seu texto de maneira que o seu posicionamento sobre o assunto fique bem definido. O terceiro passo, que está diretamente relacionado ao segundo, é fundamentar o texto. Você poderá usar argumentos de autoridade, dados estatísticos, fazer alusão histórica ou citar legislações. Recorra, por exemplo, a Artigos da Constituição Federal e a informações numéricas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Por último, reflita sobre as responsabilidades que cada agente social – em ordem hierárquica – poderá assumir diante do problema trazido pelo tema, elencando, pelo menos, três deles.
O planejamento de um texto e a vida têm mais em comum do que imaginamos. Ambos exigem a definição dos objetivos a serem alcançados, uma estrutura para nortear o processo e flexibilidade para lidar com o inesperado. Depois de pronto, é momento de rever o texto. Na vida, a revisão é o processo de autoavaliação. Estamos no caminho certo? As ações que estamos tomando aproximam-nos do nosso propósito? Temos que ajustar a rota, aprender com os erros e fazer as correções necessárias. Vamos? Ainda dá tempo!
(*) Mariana Máximo, professora, mestre em estudos da linguagem.
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