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Eletronuclear terá quarto presidente em menos de três anos

Em mais um capítulo da conturbada gestão da Eletronuclear durante o governo Lula III desde 2023, a empresa responsável pela gestão das usinas nucleares de Angra dos Reis anunciou nesta sexta-feira, 17, a renúncia do seu presidente interino, Sinval Zaidan Gama, que acumulava ainda a função de diretor técnico da empresa. Zaidan estava no cargo há menos de três meses, após a renúncia do presidente anterior, Raul Lycurgo Leite, em julho.

A Eletronuclear divulgou uma curta nota a respeito da mudança, que na verdade ocorreu no início desta semana:

O presidente interino da Eletronuclear, Sinval Zaidan Gama, comunicou nesta segunda-feira, dia 13, sua renúncia aos cargos de presidente interino e diretor técnico da empresa, por motivos de ordem pessoal.

O executivo informou que permanecerá no exercício de suas funções até que sejam designados os substitutos para ambas as posições, garantindo continuidade administrativa e operacional durante o período de transição.

A Eletronuclear segue operando normalmente, mantendo seu compromisso com a excelência, a segurança operacional e o fortalecimento do setor nuclear brasileiro.

Desde o início da gestão Lula, a Eletronuclear é um problema para o governo federal. A empresa ficou quase um ano sob a gestão de um presidente indicado por Jair Bolsonaro (2019-22). Depois Raul Lycurgo, um advogado, liderou a empresa pouco mais de um ano e meio empilhando polêmicas e tentando efetuar cortes de despesas na estatal. A Eletronuclear enfrenta déficits sucessivos em virtude de contratos atrelados ao financiamento da usina nuclear Angra 3. Esta será portanto a quarta mudança no comando da empresa em menos de três anos.

Venda de ações — Na quarta-feira, 15, a Eletrobras havia anunciado a venda de sua participação na Eletronuclear para a empresa Âmbar Energia, do Grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Os dois são os controladores da J&F Investimentos, empresa que controla, entre outros empreendimentos, a marca de carnes Friboi, uma das mais importantes do país. A operação custou R$ 535 milhões.

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