A Eletronuclear proporcionou, no último dia 17 de julho, uma experiência especial para 36 integrantes da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais de Angra dos Reis (Apadev). O grupo participou do projeto cultural “Cristo Redentor Experience”, no Rio de Janeiro, viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e patrocinado pela estatal.
Com mais de duas décadas de atuação, a Apadev oferece aulas de braille, informática, teclado, violão, libras tátil, teatro, dança e esportes para pessoas com cegueira ou baixa visão. Além das atividades educativas e culturais, a associação também realiza acompanhamento psicológico com o objetivo de promover a inclusão e a autonomia dos atendidos. A instituição é mantida por doações e eventos beneficentes, como explicou a presidente Edília do Carmo.
— Anos atrás, uma amiga me falou que a associação estava prestes a fechar por dívidas. Entrei para ajudar e conseguimos manter o projeto com rifas, livros de ouro, eventos e um bazar. Hoje, atendemos entre 40 e 50 pessoas, de um total de 1.593 cadastradas com deficiência visual em Angra, segundo o CadÚnico — contou Edília.
Durante a visita, os participantes com maior comprometimento visual foram acompanhados por familiares, como foi o caso de Carlos Alberto Baldassone de Souza, que foi guiado pelo filho, Luiz Felipe. O jovem descrevia em detalhes a paisagem para o pai, que ficou emocionado com a experiência.
— Nunca tinha vindo ao Cristo. Viver isso com meu filho é maravilhoso. Além de ele me contar o que vê, sei que ele também está aproveitando — relatou Carlos.
Entre os visitantes, estava José Disney Vieira de Brito, ex-funcionário da Eletronuclear. Pintor industrial nos anos 1990, ele perdeu a visão há cerca de um ano, em decorrência de um glaucoma.
— Já tinha visitado o Cristo há uns 20 anos, mas agora foi totalmente diferente. A Eletronuclear está de parabéns pela iniciativa — elogiou.
O “Cristo Redentor Experience” é promovido pela Obra Social Leste Um – O Sol e oferece uma imersão interativa sobre a história do monumento, com recursos audiovisuais e sensoriais. O projeto é acessível e voltado a pessoas em situação de vulnerabilidade social, incluindo transporte, lanche e guias especializados.
Durante a experiência, os participantes puderam tocar uma maquete do Cristo e uma réplica do coração da estátua, única parte maciça do monumento, feita com material que simula sua textura. As placas informativas têm legendas em braille, e os guias realizam descrições detalhadas ao longo da visita.
— A experiência foi maravilhosa, com total assistência do projeto. Eles estão adorando. A socialização é fundamental para prevenir a depressão. Sem essa estrutura, eu jamais teria trazido o grupo — completou Edília.
Grupos escolares, projetos sociais e iniciativas comunitárias também podem participar do projeto gratuitamente, mediante inscrição no site oficial do Cristo Redentor Experience.
(*) Com informações da Assessoria de Comunicação da Eletronuclear.
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