A Eletronuclear iniciará no próximo dia 16 de janeiro, a 21ª parada programada para reabastecimento da usina Angra 2, primeira parada do ano na Central Nuclear em Itaorna. Além da troca de parte do combustível, a parada de aproximadamente 50 dias envolve ações de manutenção e inspeções preventivas em diversos equipamentos e modernizações, fundamentais para a segurança e a confiabilidade da operação da unidade.
As paradas de reabastecimento são procedimentos de rotina e ocorrem, aproximadamente, a cada 13 meses (duração de um ciclo de operação). São programadas com, pelo menos, um ano de antecedência, levando-se em consideração a duração do combustível nuclear e as necessidades do Sistema Interligado Nacional (SIN). Todo o processo é coordenado com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e, enquanto a unidade permanecer desligada, o ONS despachará a energia de outras usinas do SIN, de forma a garantir um abastecimento seguro de eletricidade para o país.
O superintendente de Angra 2, Fabiano Portugal, afirma que as atividades previstas são fundamentais para garantir a segurança, a confiabilidade e a eficiência da operação de Angra 2.
— Nossa prioridade absoluta é a segurança em todas as suas dimensões: a segurança do trabalhador, da instalação, do núcleo do reator e do meio ambiente. Esse é e sempre será o foco principal da operação da usina, tanto durante a geração quanto nas paradas programadas — destaca ele.
Ainda de acordo com Fabiano, o tempo de duração da parada é uma consequência direta desse planejamento rigoroso para ‘executar tudo de uma só vez, dentro do menor tempo possível’.
Durante o período, será realizada a substituição de 56 elementos combustíveis, o que corresponde a aproximadamente 30% do núcleo do reator. Além disso, estão planejadas cerca de 5 mil atividades de manutenção e testes. As ações abrangem desde a reabastecimento do núcleo do reator até inspeções estruturais em equipamentos de grande relevância e revisões em sistemas essenciais para a geração de energia.
Para a execução dessas tarefas, cerca de 1.200 profissionais serão mobilizados, sendo aproximadamente 1.090 trabalhadores brasileiros e 110 estrangeiros. A parada ocorre em regime contínuo, 24 horas por dia, com equipes organizadas em turnos de 12 horas, assegurando a continuidade dos trabalhos, o cumprimento dos prazos e, sobretudo, a segurança dos trabalhadores e da instalação. Os serviços preparatórios já estão em andamento, incluindo a montagem do canteiro de apoio, com instalação de contêineres, oficinas e sistemas elétricos provisórios, garantindo a infraestrutura necessária para a execução da parada.
(*) Com informações da Eletronuclear.
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