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Drops Político: sucessão no Rio pode levar petista ao governo do Estado

A movimentação política que antecede a possível renúncia do governador Cláudio Castro (PL) ao governo do Rio para disputar uma vaga ao Senado em outubro, pode levar um petista ao governo tampão que sucederia Castro, entre os meses de abril e dezembro. Com as bênçãos do presidente Lula (PT), contra a vontade de Castro e sob desconfiança do prefeito carioca, Eduardo Paes (PSD), o atual secretário de Assuntos Parlamentares da Presidência da República, André Ceciliano (PT), enfrenta resistências mas está se firmando como candidato em potencial ao governo tampão do Rio, no caso de afastamento do governador.

Nesta quinta-feira, 22, em seu perfil nas redes sociais, o ex-governador Anthony Garotinho (1999-2002) afirma que o nome de Ceciliano foi apresentado por Lula ao prefeito Eduardo Paes em encontro no Palácio do Planalto, em Brasília. Diante da desconfiança de Paes sobre Ceciliano, Lula teria dado garantias de que, se eleito para o mandato temporário, o petista não seria candidato à reeleição ao governo e uma opção do próprio Paes para vice-governador. Segundo Garotinho, Lula inclusive se comprometeu a enquadrar o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), adversário de Ceciliano e apoiador de Paes. ‘Do Quaquá, cuido eu’, teria dito o presidente.

Além da oposição interna no PT à ideia de Ceciliano ser governador interino, liderada pelo próprio Quaquá, o ex-presidente da Assembleia ainda precisa angariar votos entre deputados aliados de Cláudio Castro. São necessários ao menos 36 votos para a vitória na eleição indireta. Com apoio de doze prefeitos e muito influente no Poder Judiciário do Rio, André Cecililano contaria já com 29 votos. O ex-governador e atual prefeito de Piraí, Luiz Fernando Pezão (MDB), é um dos prefeitos do interior simpáticos a Ceciliano e que estaria ajudando na conquista de apoios. Outros dois personagens que estariam ajudando o petista são os deputados Lindbergh Farias (PT) e Rodrigo Bacellar (União Brasil), este último interessado em apoio futuro.

A estratégia de lançar Ceciliano a governador reforçaria um palanque eleitoral estratégico para o presidente Lula no estado e tenta evitar que Eduardo Paes deixe de se comprometer publicamente com o apoio à reeleição do presidente. Como ex-presidente da Alerj, Ceciliano tem influência junto aos deputados estaduais que votarão na eleição indireta.

A direção estadual do PT, comandada por Quaquá e seu filho Diego, tem reafirmado apoio a Eduardo Paes como candidato ao governo, mas pode ser ‘convencida’ se a conjuntura e a costura políticas forem mais favoráveis a Lula no Rio. A reeleição do presidente é prioridade nacional do partido.

Além de Ceciliano, outros nomes estão cotados no campo da direita para o mandato tampão, incluindo o secretário de Estado de Governo, Nicola Miccione, preferido pelo governador Cláudio Castro; e o secretário de Estado das Cidades, Douglas Ruas (PL), filho do prefeito de São Gonçalo, capitão Nelson (PL), que poderia então concorrer ao governo e representar a extrema-direita fluminense.

(*) A coluna Drops Político é publicada também na edição impressa do Tribuna Livre

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