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Conselho Nacional de Política Energética voltará a debater conclusão de Angra 3

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou esta semana que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) pretende debater mais uma vez a retomada e conclusão das obras da usina nuclear Angra 3 na reunião marcada para o próximo dia 31 de outubro. O assunto já esteve em pauta outras três vezes, sem conclusão.

Segundo o ministro, a discussão é estratégica para o futuro energético do país. Alexandre é uma das vozes mais importantes no governo a favor da conclusão da terceira usina nuclear nacional.

— Angra 3 é um tema muito sensível, que precisa ser debatido. O Brasil é rico em urânio e detém tecnologia. A energia nuclear é limpa e será fundamental para a indústria intensiva na próxima década. Tudo isso permitirá que o Brasil continue liderando a transição energética global, enquanto remodelamos o setor nuclear brasileiro — afirmou Silveira, em entrevista na sede do Ministério, em Brasília.

O ministro afirmou que tem dialogado com o presidente Lula (PT), a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o que chamou de ‘uma grande ideia’ a ser apresentada no CNPE.

— Espero que nos próximos cinco anos, sob a liderança do presidente Lula, possamos entregar um setor nuclear robusto, com energia limpa, segura e que avance na descarbonização do Brasil — declarou Silveira.

A obra de Angra 3 está suspensa desde 2015, quando foram paralisadas com 65% de execução concluída. Desde então, o projeto tem enfrentado um impasse sobre viabilidade econômica e financiamento. Em 2022, foi lançado o Plano de Aceleração do Caminho Crítico de Angra 3, e um consórcio chegou a retomar parte das obras civis e eletromecânicas, mas o contrato foi rescindido no ano passado por problemas técnicos. A privatização da Eletrobras, durante o governo Jair Bolsonaro (2019-22) complicou ainda mais a situação financeira da Eletronuclear, já que a empresa privatizada se recusa a aplicar dinheiro na obra da usina nuclear.

O empreendimento está orçado em aproximadamente R$ 22 bilhões. O governo avalia alternativas de financiamento que incluem parcerias público-privadas e eventual atração de capital estrangeiro. A expectativa do Ministério de Minas e Energia é que a usina entre em operação até 2031, a depender da data de decisão sobre a retomada.

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