O Núcleo Parque Mambucaba do Partido dos Trabalhadores (PT) de Angra Reis deliberou, em reunião na última segunda-feira, 12, uma série de encaminhamentos políticos diante da situação orçamentária e financeira da Fundação Eletronuclear de Assistência Médica (Feam), responsável pela gestão do Hospital de Praia Brava e de outras unidades associadas ao complexo nuclear de Itaorna. As decisões foram formalizadas em um memorando e encaminhadas ao Diretório Municipal do partido e a autoridades.
O encontro para debater a situação da Fundação teve a participação de representantes da sociedade civil, militantes do PT, membros do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica (Stiepar) e integrantes do próprio conselho gestor da Feam. O cenário de precariedade financeira da Fundação está relacionado a decisões de gestões anteriores, no período 2019-23 e ao recente aperto financeiro na principal mantenedora da Feam, a Eletronuclear, que está realizando cortes sucessivos de recursos que, segundo o documento, ‘vem impactando diretamente o funcionamento do Hospital de Praia Brava’.
De acordo com o memorando, a instabilidade orçamentária tem gerado ‘incertezas quanto à continuidade dos serviços prestados, bem como quanto à regularidade dos pagamentos de seus trabalhadores e trabalhadoras’, situação que compromete a qualidade da assistência à saúde e amplia riscos institucionais e sociais no município.
O Núcleo Parque Mambucaba destaca a relevância estratégica do Hospital de Praia Brava para Angra, especialmente para o atendimento da população do 4º distrito. Para os participantes da reunião, a conjuntura exige uma atuação política organizada para evitar ‘um previsível colapso da unidade hospitalar’ e dos seus serviços, boa parte prestados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
Diante do cenário, o grupo ainda deliberou pedido ao Diretório Municipal do PT para articulação imediata institucional com representantes do partido no Congresso e em nível estadual para acompanhamento permanente da situação da Feam, incluindo a possibilidade de indicação de recursos e emendas.
O memorando também aponta a necessidade de dar transparência às ações relacionadas ao tema e de reconhecer a defesa do Hospital de Praia Brava como prioridade política, dada sua ‘relevância social, territorial e estratégica’ para a população de Angra.
(*) Conteúdo em atualização, aguardando posicionamentos da Feam e Eletronuclear.
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