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Campanha de armazenamento a seco começa em Angra 1

A Eletronuclear iniciou, no último domingo, 31, a campanha de transferência dos combustíveis usados da usina nuclear Angra 1 para a Unidade de Armazenamento Complementar a Seco (UAS). A operação, que deve durar cerca de quatro meses, começou às 19h e movimenta o canteiro da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), em Angra dos Reis.

No início da semana foi concluído o carregamento do primeiro MPC, com 37 elementos combustíveis. A etapa foi seguida pela soldagem da tampa do cânister — invólucro metálico que, depois, é inserido no casco de concreto e aço chamado Hi-Storm. O processo inclui ainda drenagem da água e secagem interna, garantindo a segurança do armazenamento.

As atividades desta fase ocorrem no Edifício do Combustível de Angra 1, em área controlada, onde os elementos são preparados para o destino definitivo. Após passarem pelo casco temporário Hi-Trac, os subcascos são transferidos para os Hi-Storms e encaminhados à UAS.

Segundo o coordenador da campanha, Júlio César dos Santos, o objetivo é liberar espaço nas piscinas das usinas, permitindo a continuidade da operação.

— Com essa ação, os combustíveis usados serão transferidos para cascos de aço e concreto, aumentando a vida útil da piscina de Angra 1 em 20 anos — explicou.

A atual etapa contempla exclusivamente os combustíveis de Angra 1 e dá sequência ao trabalho iniciado no ano passado, quando foram transferidos os elementos de Angra 2. A meta é que, ao final da campanha, estejam armazenados 48 módulos Hi-Storm.

A Eletronuclear ressalta que os combustíveis usados não são considerados rejeitos radioativos, já que mantêm potencial energético e podem ser reaproveitados no futuro, como já ocorre em países como França, Rússia e Japão.

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