O Bloco Afro Tudo Pela Dinha, na Vila do Abraão, na Ilha Grande, chega ao carnaval 2026 celebrando 15 anos de existência com o enredo ‘Entre o Mar e o Tambor: 15 Anos de Axé e Resistência’, uma homenagem à ancestralidade afro-brasileira, à natureza sagrada da Ilha Grande e à luta das mulheres por dignidade, igualdade e liberdade.
A agremiação nasceu em 2011 como um gesto de solidariedade e resistência em apoio a Dinha Dias, mulher negra, quilombola, artista e produtora cultural da Ilha, que havia tido sua casa incendiada. Da dor transformada em união, o bloco consolidou-se como manifestação cultural e política, simbolizando a superação, a força feminina e a afirmação da cultura afro-caiçara. Nesta trajetória, o bloco virou presença constante no carnaval da Ilha Grande e de Angra.
O desfile em 2026 será na terça-feira de carnaval, dia 17, pelas ruas da Vila do Abraão, com concentração às 17h na rua Getúlio Vargas esquina com rua de Santana e saída às 20h, seguindo até o Palco do Samba, na praia do Abraão.

Bloco afro — Este ano, o Bloco Tudo Pela Dinha assume a identidade de bloco Afro — identidade que estava presente em outros desfiles por meio dos tambores, cantos, danças e símbolos ancestrais. Este ano, porém, estreia com bateria afro própria, composta por tambores e também surdos, caixas, timbaus e agogôs, além de uma ala frontal coreografada, que abrirá o cortejo com movimento, beleza e axé. O desfile será embalado por sambas históricos do bloco e cantos de elevação do povo negro.
O Bloco Afro Tudo Pela Dinha foi o único bloco de Angra selecionado no edital estadual ‘Blocos nas Ruas RJ 2026’, da secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio (Secec) — reconhecimento que reforça sua relevância artística, social e territorial. O bloco também conta com apoio da prefeitura de Angra e é representado pela Associação SOS Ilha Grande, reconhecida como Ponto de Cultura.
Antes do carnaval, o bloco fará oficinas gratuitas de confecção de fantasias e adereços sustentáveis na Casa de Cultura Constantino Cokotós, na Vila do Abraão, fortalecendo o protagonismo feminino e gerando renda para mulheres da comunidade, que produzem peças para o desfile e para venda a turistas e outros blocos.
Outro destaque será a Roda de Samba da Madame, marcada para o sábado após o carnaval (dia 21), em homenagem a Madame Satã — ícone da diversidade, resistência negra e cultura popular, que viveu seus últimos anos e está enterrado na Vila do Abraão.
De acordo com os organizadores, com Dinha Dias à frente, o Bloco Afro Tudo Pela Dinha não é apenas carnaval: ‘é cuidado, pertencimento, resistência e celebração da vida — entre o mar que acolhe e o tambor que ecoa a ancestralidade’.
Serviço:
Terça de Carnaval – 17/02/2026
Concentração: Rua Getúlio Vargas com Rua de Santana – Vila do Abraão
Concentração: 17h | Saída: 20h
Oficinas: Casa de Cultura Constantino Cokotós
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