Orquidário do CAPR completa três anos transformando cuidado em inclusão em Angra

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Projeto desenvolvido no Bracuí utiliza o cultivo de plantas como ferramenta de convivência, autoestima e reinserção social, além de levar as orquídeas produzidas pelos participantes a espaços públicos do município

Cuidar de uma planta exige atenção, paciência e dedicação. No Centro de Atenção à Pessoa em Situação de Rua (CAPR), no Bracuí, esse cuidado ganhou um significado ainda maior. Nesta quarta-feira, 2 de setembro, o orquidário da unidade completou três anos, consolidando uma experiência que utiliza o cultivo de plantas como instrumento de convivência, aprendizado e transformação.

O projeto começou com oficinas de manejo de plantas e, ao longo do tempo, passou a fazer parte da rotina do CAPR. Os participantes aprendem a cultivar e preparar as orquídeas, que posteriormente são destinadas a praças e outros espaços públicos de Angra dos Reis, levando para a cidade o resultado de um trabalho desenvolvido dentro da unidade.

A iniciativa é realizada em parceria pelas secretarias de Desenvolvimento Social e Promoção da Cidadania e de Urbanização, Parques e Jardins, com o apoio do supermercado Zona Sul, parceiro do projeto desde o início.

Para a secretária de Desenvolvimento Social, Thaísa Bedê, a experiência demonstra como atividades aparentemente simples podem contribuir para processos importantes de transformação pessoal.

— É uma atividade que trabalha autoestima, responsabilidade e convivência, e que pode contribuir para a construção de novos caminhos — explicou Thaísa.

Além dos benefícios para os participantes, o trabalho também tem reflexos nos espaços públicos da cidade. A secretária de Urbanização, Parques e Jardins, Beth Brito, destacou que cada orquídea instalada em uma praça carrega consigo uma história de aprendizado e dedicação.

— Para nós, é muito significativo poder transformar esse esforço em beleza para a cidade e, ao mesmo tempo, devolver às pessoas envolvidas a certeza de que elas também podem contribuir para a transformação dos espaços onde vivem — destacou Beth.

A participação da iniciativa privada também tem sido fundamental para a continuidade do projeto. Mauro Figueiredo, gerente da unidade Angra dos Reis do supermercado Zona Sul, ressaltou a satisfação da empresa em acompanhar a trajetória do orquidário.

— É uma iniciativa que aproxima pessoas, estimula o cuidado e deixa uma contribuição concreta para a cidade — afirmou Mauro.

A comemoração dos três anos reuniu participantes do CAPR, profissionais envolvidos no projeto e parceiros da iniciativa. A programação contou ainda com uma apresentação especial de carimbó, realizada pelas participantes das oficinas do Núcleo de Convivência da Pessoa Idosa, atividade desenvolvida nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município.

Ao completar três anos, o orquidário do CAPR mostra que o cultivo de uma planta pode ir muito além do cuidado com a natureza. Entre mudas, flores e novos espaços na cidade, o projeto cria oportunidades de convivência, fortalece a autoestima e ajuda seus participantes a reconhecerem o próprio potencial de transformação.

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