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Drops Político: aliança com MDB aproxima Eduardo Paes do Palácio Guanabara

É uma jogada de mestre, dessas que queixam o adversário em xeque e antecipam o fim da partida em pelo menos três rodadas. Faltando ainda oito meses para a eleição de outubro, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), isolou ainda mais os outros pré-candidatos ao governo do estado do Rio após o anúncio de possível aliança com o MDB. No Rio, o partido é comandado pelo ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis, que nesta manobra vai indicar a própria irmã, Jane Reis, para a vaga de vice-governadora. O anúncio oficial deve ser feito nesta quinta-feira, 19, no Rio.

A aliança com o MDB para a disputa eleitoral de 2026 altera mais uma vez o cenário político no Rio e reconfigura a estratégia de forças para o pleito de outubro. Sem candidato ainda declarado e dependente de uma decisão de renúncia do governador Cláudio Castro (PL), a extrema-direita fluminense se vê ainda mais isolada após o anúncio de Paes.

Como parte do acordo, o MDB indicará a advogada Jane Reis para a vaga de candidata a vice-governadora. Além de irmã de Washington Reis, presidente estadual do MDB, Jane tem ligação com a comunidade evangélica e atuação em projetos sociais na Baixada Fluminense. O nome fecha dois quadrantes importantes para a vitória de Paes: coloca um pe na Baixada e outro no público evangélico e feminino.

A escolha do nome para a vice atende exatamente a estes critérios eleitorais importantes para a campanha de Paes, incluindo a ampliação da representatividade de gênero na chapa e o diálogo com o eleitorado evangélico, um segmento relevante no estado.

Para Angra dos Reis, o acordo também empurra de vez o ex-prefeito angrense, Fernando Jordão (MDB), e seu grupo político para o apoio declarado e não constrangido a Paes. O prefeito carioca esteve em Angra há menos de um mês e recebeu sinalização positiva de Jordão e do prefeito Cláudio Ferreti, também do MDB.

Nos últimos dias, o governador Cláudio Castro afirmou que sua renúncia ao cargo de governador em abril depende de acordo com o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente estadual da legenda, Altineu Cortes. Castro quer certeza de que, ao renunciar, poderá disputar uma vaga ao Senado na chapa a ser apoiada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-22).

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