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InícioMeio AmbienteMortandade de fauna na Rio-Santos expõe falta de passagens seguras

Mortandade de fauna na Rio-Santos expõe falta de passagens seguras

A mortandade crescente de animais silvestres ao longo da rodovia Rio-Santos (BR-101), no trecho que corta Angra dos Reis, tem gerado preocupação entre moradores, ambientalistas e frequentadores da região. Relatos frequentes apontam atropelamentos constantes de diversas espécies da região, evidenciando riscos tanto para a fauna quanto para a segurança de motoristas e motociclistas que trafegam pela rodovia, expondo a necessidade de sinalização ou outras medidas.

Ambientalistas que percorrem a rodovia com frequência enviaram registros de vários animais mortos nos últimos meses. De acordo com estes relatos a situação se repete quase todos os dias. Para os defensores de animais, o número de espécies atropeladas deveria ser considerado alarmante e revela a falta de medidas eficazes de proteção ambiental ao longo da rodovia. O caso mais recente, registrado na semana passada, foi o atropelamento de uma lontra, espécie silvestre que habita áreas próximas a rios e manguezais da região. Mas há também registros envolvendo capivaras, tatus, gambás e pássaros, inclusive de médio porte.

A presença constante de animais na pista pode estar diretamente ligada à ausência de estruturas adequadas para a travessia segura da fauna. Especialistas indicam como solução, a implantação de passagens subterrâneas e aéreas, que permitiriam o deslocamento dos animais entre fragmentos de mata sem a necessidade de cruzar a rodovia.

— Até que medidas concretas sejam adotadas, muitos outros animais ainda vão morrer na estrada — lamenta um ambientalista, cuja identidade pediu para ser preservada.

Além do impacto ambiental, o problema também representa perigo para condutores, especialmente motociclistas, que ficam mais vulneráveis a acidentes ao se depararem com animais na pista, principalmente durante a noite ou em trechos de pouca visibilidade. Há poucas semanas um motociclista de apenas 20 anos perdeu a vida após colidir com uma capivara na altura do Frade. Atropelamentos de fauna silvestre é um dos fatores que contribui para acidentes graves em rodovias que cortam áreas de preservação, como no caso de Angra e Paraty.

O trecho sul da BR-101 (entre Santa Cruz/RJ e Ubatuba/SP), é administrado pela concessionária CCR e atravessa uma região de rica biodiversidade, próxima a unidades de conservação e corredores ecológicos. Moradores e ativistas cobram ações mais efetivas por parte da concessionária, como a instalação de passagens de fauna, cercas direcionadoras, sinalização adequada e campanhas educativas voltadas aos motoristas.

Iniciativas de conscientização entre motoristas e frequentadores da região também são vistas como fundamentais para reduzir os atropelamentos e preservar a fauna local, enquanto soluções estruturais definitivas não são implementadas.

(*) Reportagem em atualização, aguardando posicionamento da concessionária.

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