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Concluir Angra 3 sai mais barato que abandonar obra, diz BNDES

A Eletronuclear informou na quarta, 5, que um estudo do BNDES concluiu que terminar a construção da usina Angra 3 é a opção mais econômica para o país do que abandonar o empreendimento, como chegou a ser cogitado pelo próprio governo federal. O relatório do Banco Nacional de Desenvolvimento foi entregue ao Ministério de Minas e Energia (MME) e será objeto de deliberação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), possivelmente ainda em novembro. Para a Eletronuclear, o resultado do estudo aumentam as chance de o governo enfim decidir sobre a retomada da obra.

Cancelar o projeto da nova usina custaria entre R$ 22 bilhões e R$ 25,97 bilhões. Concluir a obra está estimado em R$ 23,9 bilhões. Em ambos os cenários de finalização — com sócio privado (mantendo o acordo Eletrobras–ENBPar) ou com recursos públicos (União e ENBPar) — a tarifa de equilíbrio ficaria entre R$ 778 e R$ 817/MWh, abaixo do custo médio de térmicas de grande porte na região Sudeste, o que tornaria a tarifa de Angra 3 competitiva e não excessivamente onerosa para o consumidor final.

Segundo a estatal, a atualização reforça que a conclusão é a alternativa mais racional sob os pontos de vista econômico, energético e ambiental.

Enquanto o impasse não se resolve, a usina parada custa cerca de R$ 1 bilhão/ano: R$ 800 milhões em dívidas com BNDES e Caixa, além de R$ 200 milhões para conservação de equipamentos e estruturas. Já foram aplicados R$ 12 bilhões e 66% das obras estão concluídas. Sem novos aportes da ENBPar desde setembro de 2024, a manutenção vem sendo bancada pelas receitas de Angra 1 e 2, que geram quase 15 bilhões de kWh anuais.

Com 1.405 MW de potência projetada, Angra 3 pode produzir 12 milhões de MWh/ano — energia suficiente para 4,5 milhões de pessoas, algo próximo a 70% do consumo do estado do Rio de Janeiro.

O CNPE promete decidir até o fim de 2025. Se a conclusão for aprovada, caberá ao governo Lula definir modelo de financiamento e a participação privada no arranjo final.

(*) Com informações da Eletronuclear.

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