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Opinião: Com juros no topo é hora de comprar imóvel na planta

Em artigo escrito a pedido do Tribuna Livre, o especialista em mercado imobiliário, Rodrigo Zaborowsky (*), defende a aquisição de imóveis ‘na planta’, na contramão de coachs financeiros que desaconselham o investimento. O texto será publicado também na edição impressa do jornal. Leia:

Rodrigo Zaborowsky é especialista em mercado imobiliário

Juros no topo: hora de comprar na planta
Desde 2021, o Banco Central vem promovendo uma escalada na taxa Selic para conter a inflação. A medida, embora necessária para equilibrar os preços, teve como efeito colateral o desaquecimento dos investimentos na economia real, especialmente no setor imobiliário. Agora, com a taxa de juros em seu ponto mais alto e sinais de estabilidade à vista, o cenário se inverte: o momento que parece de cautela pode, na verdade, representar a melhor oportunidade para quem pensa em comprar um imóvel na planta.

O atual patamar da Selic, em torno de 15% ao ano, combinado a um INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) na casa de 7%, cria um contexto favorável para o comprador que deseja garantir um imóvel em condições mais vantajosas. Ao adquirir uma unidade na planta, o investidor se encontra em um cenário onde suas parcelas serão corrigidas a INCC e seu patrimônio investido está rendendo CDI. Essa arbitragem faz com que o valor do imóvel fique ainda mais atrativo.

Além disso, é possível travar o preço antes da valorização natural que acompanha a queda dos juros e adiar o financiamento bancário para um momento em que o custo do crédito tende a ser menor. Essa estratégia permite aproveitar a fase de estabilidade para planejar o investimento e colher os frutos em um ciclo futuro de expansão. É um movimento mais comum entre investidores sofisticados, por envolver leitura de mercado e compreensão do longo ciclo imobiliário.

Grande parte dos compradores hoje tem perfil de investidor. É o caso do Symmetry, empreendimento da Zabo Engenharia na Rua Augusta, em São Paulo, onde cerca de 90% das unidades foram adquiridas por investidores, a maioria de fora da capital. Muitos enxergam o imóvel como ativo de renda ou reserva de valor, com potencial de valorização relevante nos próximos anos. Nada impede que esses compradores se tornem moradores no futuro, mas o foco inicial é patrimonial: adquirir no momento certo para vender ou alugar em um cenário mais favorável.

Os novos empreendimentos também refletem transformações do período pós-pandemia. As pessoas passaram a valorizar mais o tempo em casa e a busca por bem-estar. Por isso, os projetos vêm sendo desenvolvidos com infraestrutura completa: áreas de convivência, academias, espaços de coworking e lazer, aproximando o padrão brasileiro ao de grandes centros como Nova York e Miami.

Com os juros no topo e a perspectiva de queda no horizonte, investir na planta é uma decisão estratégica que une oportunidade, valorização e visão de longo prazo.

(*) Rodrigo Zaborowsky é COO da Zabo Engenharia e especialista em mercado imobiliário

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