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Irmãos Batista, da Friboi, compram participação na Eletronuclear

Em comunicado feito ao mercado nesta quarta-feira, 15, a Eletrobras anunciou a venda de sua participação na Eletronuclear para a empresa Âmbar Energia, do Grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Os dois são os controladores da J&F Investimentos, empresa que controla, entre outros empreendimentos, a marca de carnes Friboi, uma das mais importantes do país.

A empresa dos irmãos Batista pagará R$ 535 milhões pela participação societária na Eletronuclear e ainda se comprometeu a assumir as garantias prestadas pela Eletrobras em favor da Eletronuclear e a integralização de títulos de dívida acordadas com a União, no valor de R$ 2,4 bilhões. Este é o primeiro negócio dos Batistas na área de energia nuclear no país. A empresa já tem negócios de geração de energia de fontes termelétricas.

A Âmbar passará a deter 68% do capital total da Eletronuclear e de 35,3% do capital votante da Eletronuclear. O negócio está sujeito à aprovação dos órgãos reguladores.

A Eletrobras foi privatizada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-22), o que acabou causando problemas de gestão na Eletronuclear. A Eletrobras mais de uma vez tornou público o desinteresse de investir na empresa que administra as usinas de Angra, principalmente nos aportes necessários para a retomada da obra da usina Angra 3. O governo detém 64,7% do capital votante da Eletronuclear e 32% do capital total.

— A transação representa um marco importante para a Eletrobras e reforça o compromisso assumido com os seus acionistas e o mercado, de otimização de seu portfólio e alocação de capital, com foco na geração de valor e simplificação de sua estrutura conforme previsto em seu Plano Estratégico — afirmou o comunicado.

A gestão da Eletronuclear tem sido um problema político para o governo na gestão do presidente Lula (PT). A empresa está no seu segundo presidente desde 2023, após ter ficado mais de um ano sob a gestão de um presidente indicado ainda por Bolsonaro. A atual gestão enfrenta muitas críticas de trabalhadores. Este ano, a empresa passou inclusive por uma greve inédita na área industrial em Itaorna.

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