A partir desta terça-feira, 30, e até a quinta-feira, 2 de outubro, acontece em Angra o Exercício Geral Integrado de Resposta à Emergência e Segurança Física Nuclear. O treinamento é promovido a cada dois anos e avalia os procedimentos do Plano de Emergência Externo do Estado do Rio (PEE/RJ), voltados para a proteção da população, do meio ambiente e das instalações da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA).
A abertura oficial da simulação será na sede da Defesa Civil em Angra, com a presença de autoridades das instituições envolvidas. Ainda no mesmo dia, a partir das 13h, o Colégio Naval sediará uma exposição aberta ao público, onde serão apresentados os equipamentos e veículos utilizados durante o exercício.
Nos dias 1º e 2 de outubro, ocorrerão as simulações práticas, como a ativação de sirenes de alerta, evacuação da usina, transporte de gerador móvel e remoção de radioacidentado até o Centro Médico de Radiações Ionizantes (CMRI) na vila residencial de Mambucaba. Também está prevista a evacuação parcial de moradores das Zonas de Planejamento de Emergência 3 e 5 (ZPE’s), além da coleta de amostras ambientais em áreas próximas. Uma das novidades desta edição será o uso do sistema ‘Cell Broadcast’, que envia alertas sonoros e via SMS à população.
A operação envolve cerca de 60 instituições dos âmbitos municipal, estadual e federal, incluindo órgãos civis e militares. O planejamento é coordenado pelo Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência Nuclear (Copren/AR) e pelo Comitê de Planejamento de Resposta a Evento de Segurança Física (Copresf/AR), com participação da Eletronuclear, Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), polícias, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Ibama, Ministério da Saúde e outros.
Durante o simulado, serão ativados centros de gerenciamento de emergência em Brasília, Rio de Janeiro e Angra , além de um gabinete de crise na própria CNAAA. Pela primeira vez, a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) participará do exercício como agência reguladora autônoma.
— O exercício tem grande importância para a população circunvizinha à CNAAA e testa a prontidão da resposta à emergência nuclear pelas instituições responsáveis, contribuindo para a mitigação de riscos às pessoas, meio ambiente e trabalhadores das usinas — afirma o capitão de Mar e Guerra, Souza de Aguiar, coordenador do Copren-AR.
(*) Com informações da assessoria da Eletronuclear.
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