A prática esportiva no mar de Angra sempre foi um chamariz para pessoas de todas as idades. As remadas em canoas polinésias (ou havaianas) têm conquistado cada vez mais adeptos do esporte, especialmente pelo contato direto com a baía da Ilha Grande. A procura não para. Hoje há vários grupos de Va’a, que formam atletas, revelam talentos e disputam competições Brasil afora.
Há cinco anos, o projeto social O’Mar Va’a de canoa polinésia, vem dando oportunidade a crianças e adolescentes de baixa renda, a ingressarem em turmas para a prática das remadas totalmente de graça. As aulas são aos sábados, a partir das 8h30, na praia do Anil, tendo como instrutores Omar Oliveira, responsável pelo projeto, Angelina Benevenuto e César Américo.
A iniciativa das aulas gratuitas de canoa polinésia visa estimular o desenvolvimento socioeducativo, melhora física e mental da criançada, e também busca a formação de atletas. Hoje, o projeto conta com a participação de 30 crianças e adolescentes, na faixa etária de 8 a 16 anos, que se desenvolvem como pessoas, interagem, constroem valores individuais e coletivos, e aprendem lições sobre a preservação do meio ambiente.
As aulas ocorrem nas modalidades individuais V1 e Oc1 e também na OC6. Para fazer a inscrição há requisitos. Os candidatos precisam estudar em escolas públicas, ser de baixa renda e terem bom aproveitamento escolar, com acompanhamento de notas e frequência nas aulas.
— Ver a criançada praticando esporte, aprendendo lições para a formação delas como pessoas, me faz sentir muito feliz. Estamos dando nossa contribuição para a sociedade. Pais interessados na matrícula do seu filho ou filha, basta nos procurar na praia do Anil no horário das aulas — disse Omar de Oliveira, 40, responsável pelo projeto, instrutor e atleta de canoa polinésia há seis anos.
(*) Publicado antes na edição impressa do Tribuna Livre.
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